Volta Redonda: médicos lutam por condições dignas de trabalho
29/09/2014
Indignados com promessas não cumpridas de reajuste salarial e com a sobrecarga de trabalho que vem prejudicando a qualidade do atendimento, os médicos da Rede de Atenção Básica de Volta Redonda realizaram assembleia, no dia 18 de setembro, para discutir os problemas e definir estratégias de luta.
No encontro, coordenado pelo vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, e o representante da seccional de Volta Redonda, conselheiro Olavo Marassi, os colegas que atuam no Programa de Saúde da Família (PSF) informaram que a Secretaria Municipal de Saúde havia acordado que, além do dissídio de 7%, os salários pagos a partir de julho último seriam acrescidos de percentuais variáveis de 2% a 7%, conforme o tempo de serviço e a titulação.
O acordo, realizado verbalmente, visava fazer a equiparação com os médicos cubanos que atuam na cidade pelo programa “Mais Médicos”.
Ocorreram ainda reclamações sobre falta de medicamentos básicos e de segurança nos locais de trabalho, má conservação dos veículos utilizados nas visitas domiciliares e falta de apoio à capacitação dos profissionais que integram o PSF.
A estratégia de lutas visando pressionar os gestores municipais inclui, em primeiro lugar, o esforço para a mobilização dos colegas, através de mensagens de e-mail e SMS. Segundo os presentes, muitos médicos estão desestimulados e buscando outras oportunidades de trabalho. Também serão confeccionados panfletos para serem distribuídos aos pacientes, explicando a luta dos médicos para melhoria das condições de trabalho e de atendimento.
A assembleia aprovou ainda a realização de novo encontro um mês após a distribuição dos panfletos e o pedido de agendamento de audiência com o prefeito da cidade, Antônio Francisco Neto.